Resenha – Seven: The Days Long Gone

Por vezes, quando se trata de videogames, não é incomum vivermos experiências marcantes. Seja por uma história bem contada, por uma jogabilidade fluida que rende horas de entretenimento, ou seja por raiva de uma ou outra situação com as quais nos deparamos. Quando essas experiências ocorrem, podemos dizer que um jogo nos marcou de alguma forma, e é isso o que faz com que eu goste tanto de jogar Videogames.

A primeira coisa que eu pensei quando li sobre Seven: Days Long Gone, foi nos nomes que estavam por trás do jogo. Muitos veículos tratavam desse como sendo um novo jogo dos ex desenvolvedores de The Witcher 3. A Saga do Bruxo ocupa um espaço muito grande em meu coração (e minhas prateleiras) então, ao saber dos responsáveis eu estava louco para colocar minhas mãos logo nesse título! As primeiras impressões foram satisfatórias.

A começar pela ambientação, Days Long Gone está ambientado em um futuro pós-apocalíptico com um mix de Cyber Punk e Fantasia Medieval! O protagonista Teriel, um ladrão que trás consigo uma pose confiante e muita personalidade, é cativante o suficiente nos primeiros diálogos para te deixar interessado no que quer que o mundo tenha a oferecer. (ponto extra para a arte, todas as ilustrações das telas de loading até as ilustrações do diário estão de parabéns) A jogabilidade mistura a visão isométrica de jogos clássicos como Diablo, mas ele trás muito da furtividade de Shadow Tactics: Blades of the Shogun mas sem a pausa para pensar taticamente, aqui a ação é corrida, e qualquer movimento errado pode custar muitos cliques no mouse, possivelmente alguns pontos de vida e talvez até uma tela de “Você Morreu”

O que também me faz pensar na questão da jogabilidade. O jogo foi pensado e estruturado para ser jogado com um controle de console em mãos, ele funciona maravilhosamente bem em um controle clássico, mas no teclado, é bem complicado… A mão do mouse fica a cargo da câmera, mas a movimentação fica travada demais, e as vezes, pela rotação ficar constante para ver todos os ângulos dos cenários, isso gera momentos de confusão, coisas que são bem menos frequentes usando um controle.

Nos primeiros 90 minutos jogados para escrever essa primeira parte eu não avancei muito no jogo, em termos de andamento das missões principal, estou na primeira missão. Mas isso não é por conta da dificuldade do jogo,que é muito bem equilibrada e sim pela grande gama de oportunidades que ele oferece. Cada parte do jogo tem uma maneira clara de como você deve prosseguir, mas o cenário é aberto, então, experimente novas maneiras e coloque a cabeça para pensar em jeitos inusitados de passar, seja escalando uma parede, subindo no lustre e atravessando o cenário, ou atraindo os guardas um a um e eliminando todos eles para abrir caminho sorrateiramente. O jogo recompensa o pensamento fora da caixa, e a sensação de descobrir um caminho secreto é uma das melhores. 20171204230412_1 Cadê o Teriel?

Com mais tempo de jogo você vai encontrar o seu estilo. Teriel é, por definição, um ladrão, então o jogo incentiva o gameplay furtivo, nas sombras. Mas o jogo é aberto o suficiente para que você defina como quer avançar. Seja arrebentando todos pela porta da frente, com armas pesadas de combate ou de dano massivo. Seja arrebentando os oponentes usando os feitiços surpreendentes que o personagem tem acesso, ou derrubando alvo a alvo com movimentos furtivos, sendo uma verdadeira sombra.

Mas, prepare-se para ficar encarando uma árvore de possibilidades gigante. O jogo te dá essa opção, então os power gamers vão encontrar um prato cheio para a construção de builds absurdas uma atrás da outra. Na primeira missão do jogo, tudo está liberado logo de cara, então é bastante informação para ser assimilada de uma só vez. No entanto, com um pouco de dedicação essa árvore pode ficar bem mais fácil de ser compreendida. Com os acontecimentos da história, você vai ser levado a evoluir do começo novamente. E se prepare! Não espere um Dark Souls, mas a árvore de habilidades é mais complexa que a de The Witcher!

Aliás, a experiência anterior dos desenvolvedores com o universo do Bruxo Geralt também pode ser reparado nos menus. Eles são MUITO semelhantes ao do jogo vencedor de melhor jogo de 2015. Outra coisa que deve ser elogiada e que pode ser uma marca dos desenvolvedores poloneses é o cuidado que foi dedicado a alguns detalhes. O mundo parece vivo e imerso em seus próprios problemas, alheio à presença de Teriel, e, se não fosse sua presença e influência nos acontecimentos do jogo, você sente como se aquela sociedade fosse seguir seu próprio rumo sozinha. Guardadas as devidas proporções, o jogo me lembrou muito do que foi o primeiro jogo de The Witcher, com ótimas ideias, e alguns problemas de execução, mas que podem se tornar plataformas para melhoras futuras.

Com Seven: The Days Long Gone, a IMGN PRO e a Fools Theory garantiram a minha atenção. Acho que quem gosta de jogos desenvolvidos com carinho e com atenção aos detalhes pode esperar grandes coisas dessas companhias! O jogo, pelo conjunto de história e imersão além da jogabilidade cativante, merece um redondo 8 na minha singela opinião. Acredito que peca em poucos aspectos mas que o espaço para evolução é muito mais importante que tudo isso. Espero ver mais aventuras nesse universo em breve!

Agradecemos a NUUVEM por ceder o jogo para análise. Você pode conferir em:

https://www.nuuvem.com/item/seven-days-long-gone

Nerd: Matheus Farina

Eu vivia para jogar... Hoje jogo para viver.

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